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Não haveria nada de novo em afirmar que a família é um dado especial da nossa civilização. O modo pelo qual organizamos nossas famílias demonstra na prática o que é a nossa cultura, assim como uma imagem do rosto é suficiente para retratar o indivíduo.

Muitas vezes os nossos familiares são um estorvo e que não raro gememos sob os pesos das nossas relações com eles, peso esse que pode dobrar-nos até a morte. Mas eles são importantes para nós.

Esta introdução foi escrita por pelo psicanalista D.W. Winnicott, um estudioso do desenvolvimento humano.

No início do relacionamento já há indícios de qual forma ocorrerá o desfecho, pois o controle, as pequenas discussões e o desrespeito culminam no ódio ou em um amor, às vezes neurótico (ciúmes).

Como compreender a destruição iniciada por um amor?

“ À medida que a criança cresce, o significado do termo “amor” vai se alterando

– Amor significa existir, respirar…

– Amor significa apetite…

– Amor significa o contato afetuoso com a mãe

– Amor significa a integração…

– Amor significa afirmar os próprios direitos à mãe, ser compulsivamente voraz. Forçar a mãe a compensar as (inevitáveis) privações por que ela é responsável.

– Amar significa cuidar da mãe (ou do objeto substituto) como ela cuidou da criança – uma prefiguração da atitude de responsabilidade adulta. (A família e o desenvolvimento individual D.W.Winnicot).

As relações interpessoais violentas são imaturas, sem sentido.

A ajuda psicológica tem a finalidade de mediar através do tratamento melhorar as relações para a integração ou a desconstrução de movimentos maníacos.