Escolha uma Página

As mortes de dois jovens ocorridas em tão pouco tempo em razão de pertencimento a um grupo é de assustar.

As ocupações das escolas feita por jovens demonstram movimentos de insatisfação com a política e a corrupção a ela atrelada, e também com a questão social de acesso à educação e à falta de discussão com os agentes sociais sobre as reformas contidas na PEC 55.

Dois acontecimentos trágicos, o primeiro de um jovem morto em uma briga em razão de uma discussão até agora inexplicável, não esquecendo que consumiram uma droga sintética, o segundo jovem estudava em uma Universidade Federal, foi morto pelo próprio pai, que em seguida se suicida. Como explicar tal situação?

E a pergunta ainda pode ser mais complicada, pois no caso do primeiro jovem, a família permitiu a participação no protesto incentivando a vida política e social, enquanto o segundo o pai proibia tal ação.

A hipótese é que os dois jovens fugiam dos respectivos lares, o primeiro porque gostaria de ser aceito em um grupo e o outro provavelmente por sofrer com o autoritarismo do pai.

Podemos refletir sobre os limites na educação escrita por Flávio Gikovate:

“Muitos pais hesitam em impor castigos e limites aos filhos, por medo de perderem a sua estima, e mesmo a guarda deles, se um dia o casal vier a se separar.

Precisamos pensar seriamente em como estamos educando as crianças, já que é na infância que se estabelecem os processos psíquicos que irão nos acompanhar pelo resto da vida. ”

É certo que a psicologia está longe de muitas famílias, principalmente as mais carentes, acreditamos que a mediação nas relações é composta da técnica de orientar, escutar e buscar soluções para lidar com os conflitos e assim evitar tragédias.