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O humor, como está no popular, “o bom humor” tem a função de nos remeter ao suave, ao equilíbrio emocional, ao sorriso.

Mas quando nos impedem da brincadeira e o que está ao nosso lado é “ o Mal humor?

Esta semana decidi procurar algo sobre o tema do humor, no site http://pepsic.bvsalud.org/ achei este trabalho, está resumido.

O chiste, o humor e o riso podem ser considerados formas efetivas de se lidar com o mal-estar.

O humor seria uma criação simbólica repentina, quando através da surpresa e do inesperado eclode um sentido novo. É articulado e depende totalmente da linguagem e do deslizamento de sentido da palavra.

O humor torna o sujeito capaz de rir de si mesmo e mostra que toda verdade é incompleta, que o ser humano é insuficiente, e quando a vida mostra a sua imperfeição e falha, ainda assim vale a pena uma boa risada.

“O humor não é resignado, mas rebelde”. Assim, o humor possui uma dignidade dos processos que a mente humana cria para se desviar do sofrimento.

Daniel Kupermann, em seu livro Ousar rir, considera o humor uma ferramenta efetiva de intervenção clínica, justamente por promover esta subversão. A criação existente no humor surge da insistência pulsional, da teimosia do humor, que não é resignado, mas rebelde, surge do acaso e mobiliza o sujeito a sair de um lugar repetitivo para um lugar do desafio criativo.

E nesta dimensão trágica da existência, o chiste, o humor e o riso aparecem como formas efetivas de se lidar com o mal-estar.

Trechos retirado do trabalho da Psiquiatra-Psicanalista Marilia Brandão Lemos Morais publicado no site http://pepsic.bvsalud.org/

Em razão de atender diversos pacientes, com relatos impressionantes de violência na infância, com surras e humilhações, decidi continuar abordando este assunto, pois mesmo atingindo a idade adulta, as dores emocionais emergem para todos os lados ocorrendo, portanto, dificuldades nas relações humanas, e só superam com um tratamento psicológico.

A discussão em bater nas crianças não depende apenas dos pais e responsáveis e sim da sociedade como um todo.

A questão é: o adulto gosta de levar uma surra, um tapa, ser xingado?

Segundo Lidia Aratangy (1998-Psicanalista), surra ensina, sim – mas nem sempre o que os pais gostariam que a criança aprendesse.

Bater ensina a criança a:

– Ser agressiva – ao apanhar dos pais, percebe que bater no outro é uma forma válida de resolver problemas;

– Ser cínica – pela repetição das palmadas, a criança desenvolve a capacidade de apanhar sem sentir humilhada;

-Ser mentirosa – o único ensinamento direto de um tapa é que certos comportamentos provocam dor física, portanto a criança mente para se livrar do desconforto;

– Ser covarde – fugir da dor torna-se um dos objetivos mais importantes da vida, em detrimento de qualquer outro valor;

– Valorizar a lei do mais forte – hoje o mais forte pode ser o pai, mas amanhã será o filho.

Por que as pessoas – pais, avós, tios, irmãos – ainda acreditam que bater nas crianças educa?

Se as pessoas compreenderem que esta atitude de usar de violência gera mágoa ou ressentimentos, não continuariam a usar deste comportamento. É covardia um adulto não perceber a fragilidade de uma criança e buscar corrigi-la através de utensílios que deixam marcas tanto físicas, quanto psicológicas.

De acordo com Dora Lorch não adianta ser muito rígido se a mesma situação fatalmente vai se repetir. Mais do que rigidez, para educar um pequeno ser em formação é preciso persistência e consistência, ou seja, é preciso ter sempre o mesmo princípio e a mesma forma de agir, além de uma boa razão para acreditar no que se está pedindo.