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As brincadeiras começam na infância e sempre acoplada em alguém como os pais, tios, avós e outros. A partir daí que os modelos serão de alguma forma eternos no seu modo de viver.

Pensando em carnaval e fantasia, será que a qual foi escolhida tem a ver com o que gostaríamos de ser, somos, ou de fato, foram os modelos estabelecidos na infância?

“O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.

As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado”. Flávio Gikovate

A decepção é um sentimento de tristeza, ou de revelação de algo que não estava na sua expectativa.

A impressão de que tudo é para sempre nos deixa em uma ilusão, como se houvesse mágica, como as coisas caíssem do céu.

Ora, a pergunta sempre é a mesma porque isto aconteceu comigo? Me preparei, mas não deu certo.

Às vezes, a fantasia é o melhor, pois assim o insuportável se torna suportável.

Enfim, a decepção pode de alguma forma nos proporcionar um novo modo de encarar a ser-no-mundo.

Quando atendo no meu consultório, a primeira pergunta é: Como se sente?

A ideia é remeter a pessoa para ela mesma, o problema é quando a própria nem se imagina, e o que compreende de si é apenas aquela que a construíram, o que disseram a ela, principalmente na sua infância.

Na psicoterapia o objetivo é encontrar possibilidades de compreensão sobre:

Ansiedade (Afeto, faz que o ego se defenda), Compulsão(não pode faltar, Culpa), Exclusão(sensação de luto) , Traumas(lágrimas não escorrida), Insegurança(conflito), Medo(Paralisar, obsessão).

E como lidar com estes conflitos?

Através da fala e a mediação do profissional.