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Atendi uma pessoa que lembrou que a vida toda sempre fez tudo para os outros e não havia se dado conta que esqueceu de ser-no-mundo, se afastou de muitos … através da análise percebeu que nos relacionamentos repetia aquilo que a deixou marcada. Quando criança foi acusada de ter “pego” um apontador, o que não fez. Isto a deixou chateada, não apenas por ter sido acusada, mas por não terem acreditado na sua palavra, só percebeu que isto se tornou um trauma no atendimento psicológico, descobrindo que buscava sempre reparar aquilo que não cometeu.

No decorrer de uma análise há possibilidade de o sujeito perceber que não existia, a vida que levava não havia desejo próprio e sim o desejo do outro.

Podemos exemplificar da seguinte forma quando o sujeito, indivíduo, entra no tratamento psicológico se inicia o encontro de si mesmo através da fala, isto é, não é uma fala apenas para o analista, psicólogo e sim para ele mesmo, a partir daí as revelações fazem sentido.

O luto é uma perda que gera uma tristeza, como não ser pego por este transtorno psicológico?

É fato que uma morte não é esperada e quando ocorre mesmo assim o movimento de falta não é muitas vezes aceito, pois, a separação se instala.

Agora existe outros lutos, a perda de um emprego, separação conjugal, mudanças bruscas, enfim são vários tipos de perda que geram o luto.

E como tratar? No início há várias sugestões para enfrentar esta situação com familiares, amigos, livros de autoajuda, mas isto não surte efeito, a sensação é de piora.

A melhora é com uma ajuda especializada e com uma escuta técnica para o transtorno não se transformar em outras comorbidades.

Mecanismo de defesa pode ser considerado uma raiva da desaprovação do outro e continuar na ilusão de que é sábio naquilo que realiza se tornando arrogante, sem chances de ouvir o outro mais experiente ou com um conhecimento especializado. A possibilidade de uma formação reativa e a característica de ser reativo a tudo e a todos é instalada nas relações interpessoais culminando, portanto, em conflitos desnecessários, por isto, o cuidado com a saúde mental é primordial no crescimento pessoal e profissional.

A mulher é uma pessoa que precisou existir, de alguma forma foi e é muitas vezes oprimida por não ser reconhecida em muitas áreas como um ser importante na sociedade, a partir daí a revolução foi a melhor forma para haver uma igualdade. Infelizmente ainda há mulheres que se sujeitam ao domínio da sociedade machista e se comportam como a figura do lar, recatada sem reivindicar os seus direitos.

Claro que existem aquelas que vivem no medo, na violência e terminam na escravidão.

Por isto, a política pública não pode e nem deve deixar de tratar um tema tão importante, claro que o ” Dia Internacional da Mulher” precisa ser comemorado para as mulheres existirem sempre.