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O abuso sexual é um tema extremamente delicado, pois é algo difícil de ser dito. Em algum momento aqueles que sofreram abusos contam de alguma forma o que ocorreu, mas a maioria das pessoas não consegue enxergar ou entender o que os abusados querem contar, muitos demonstram através da alteração no modo como se comportam, alguns se fecham, não se comunicam como antes, passam a impressão de que estão mudando; outros ficam agressivos não suportam mais nada, tudo o que ouvem e escutam os afeta; alguns desenvolvem mecanismos de defesa como o medo de tudo ou de algo especifico, surgem doenças psicológicas como a ansiedade persecutória(todos contra mim) e também as doenças físicas como dores de cabeça.

O agressor usa da relação de confiança que tem com a criança ou adolescente e de poder como responsável para se aproximar cada vez mais, praticando atos que a vítima considera inicialmente como demonstrações afetivas e de interesse. Essa aproximação é recebida, a princípio, com satisfação pela criança, que se sente privilegiada pela atenção do responsável. Este lhe passa a ideia de proteção e que seus atos seriam normais em um relacionamento de pais e filhas, ou filhos, ou mesmo entre a posição de parentesco ou de relacionamento que tem com a vítima. (Luci Pfeiffer1, Edila Pizzato Salvagni2)

Uma maneira eficaz de combate e prevenção ao abuso sexual é através de um maior preparo dos profissionais que atuam mais diretamente com os seres humanos, não somente psicólogos, mas também pedagogos, médicos, fisioterapeutas, professores e outros mais. Deveria ainda haver um trabalho de esclarecimento visando despertar neles um maior interesse pelos sinais que a criança apresenta de que algo vai mal; sinais estes que tanto podem apresentar-se no corpo, através de uma somatização, como através de uma mudança súbita de comportamento. (Elaine Christovam de Azevedo)

O medo não pode ser empecilho para calar o que te incomoda. O opressor foi de alguma forma oprimido e a consequência é o transtorno, transformando o outro em uma “coisa”(Paulo Freire). Infelizmente, há pessoas que pensam que podem dizer o que querem, no sentido de desvalorizar o outro, verbalizam a ofensa como se fosse uma brincadeira causando dissenções. Normalmente esta ação, este incômodo, é justamente o seu próprio defeito e isto podemos conceituar como um mecanismo de defesa (projeção), ou seja, vejo no outro aquilo que está no meu inconsciente.

Desde os miseráveis aos mais abastados podemos pensar se é possível viver sem o “bendito” ou “maldito” dinheiro.

Pensando no “bendito” é possível ganhar sem detrimento dos outros, isto é, sendo honesto? Ou pensando no “maldito” só é possível ganhar prejudicando os outros, isto é, sendo desonesto?

É possível constatar que o honesto ganha dinheiro para pagar as suas contas e ajuda a aquecer a economia de forma igualitária.

Algumas pessoas ganham dinheiro no intuito de ter apenas para si, não importando os outros, além disso, muitos se beneficiam do dinheiro público, com salários exorbitantes que chegam a 80 mil reais ou mais, esses dados podem ser obtidos no site da TRANSPARÊNCIA.GOV.

Mas, o que isto tem a ver com a psicologia? A forma como uma pessoa se relaciona com o dinheiro pode ser motivo de análise, acumular pelo simples prazer de acumular pode significar que houve uma fixação ainda não devidamente elaborada. Mas esse não é o nosso tema. O dinheiro proporciona muitas experiências prazerosas, viajar, viver bem, ir ao teatro, cinema, shows, estudar, aprender outras línguas, tudo isso e muito mais o dinheiro pode proporcionar. Podemos concluir que vivemos numa sociedade onde cada vez mais se paga para ser-no-mundo e a partir daí que se instala a confusão em pensar que ter é ser.