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O abuso sexual é um tema extremamente delicado, pois é algo difícil de ser dito. Em algum momento aqueles que sofreram abusos contam de alguma forma o que ocorreu, mas a maioria das pessoas não consegue enxergar ou entender o que os abusados querem contar, muitos demonstram através da alteração no modo como se comportam, alguns se fecham, não se comunicam como antes, passam a impressão de que estão mudando; outros ficam agressivos não suportam mais nada, tudo o que ouvem e escutam os afeta; alguns desenvolvem mecanismos de defesa como o medo de tudo ou de algo especifico, surgem doenças psicológicas como a ansiedade persecutória(todos contra mim) e também as doenças físicas como dores de cabeça.

O agressor usa da relação de confiança que tem com a criança ou adolescente e de poder como responsável para se aproximar cada vez mais, praticando atos que a vítima considera inicialmente como demonstrações afetivas e de interesse. Essa aproximação é recebida, a princípio, com satisfação pela criança, que se sente privilegiada pela atenção do responsável. Este lhe passa a ideia de proteção e que seus atos seriam normais em um relacionamento de pais e filhas, ou filhos, ou mesmo entre a posição de parentesco ou de relacionamento que tem com a vítima. (Luci Pfeiffer1, Edila Pizzato Salvagni2)

Uma maneira eficaz de combate e prevenção ao abuso sexual é através de um maior preparo dos profissionais que atuam mais diretamente com os seres humanos, não somente psicólogos, mas também pedagogos, médicos, fisioterapeutas, professores e outros mais. Deveria ainda haver um trabalho de esclarecimento visando despertar neles um maior interesse pelos sinais que a criança apresenta de que algo vai mal; sinais estes que tanto podem apresentar-se no corpo, através de uma somatização, como através de uma mudança súbita de comportamento. (Elaine Christovam de Azevedo)