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O princípio do prazer é evitar dores, desconforto é priorizar momentos felizes, o otimista possui esta característica, persiste neste caminho, para ele não há dificuldade, existe sempre uma solução.

No princípio da realidade existe as dores, as dificuldades, as angústias, os relacionamentos interpessoais como amigos, inimigos, família, trabalho. Muitas vezes a comunicação é caracterizada pelos ruídos, o entendimento fica obstruído em função das mágoas, fantasias, mentiras e principalmente do medo.

As relações humanas não são robotizadas, quando decidimos cuidar de nós mesmos é necessário a procura de um profissional dedicado a escutar e acolher os indivíduos para a possibilidade de resgatar uma vida equilibrada.

Quando pensamos em “Caverna” o que pode vir as nossas mentes?

A “caverna” pode ser algo ou alguém que nos faz sentir “preso” onde a percepção esteja rodeada com repressão.

Infelizmente esta “caverna” não nos permite o cuidado que tanto precisamos para o autoconhecimento e consequentemente as revelações.

A “caverna” sempre é escura e com muitos mistérios, segundo Platão no “Mito da Caverna” onde existe o diálogo e questionamentos entre Sócrates e Glauco aparecem as verdades tanto para um quanto para o outro e assim que a vida é constituída perante aquilo que acreditamos.

As verdades são construídas de acordo com as suas crenças e valores.

A psicoterapia paralelamente cumpre esta função reveladora, de uma certa “luz” que de início não faz muito sentido, pois a “raiva” do desconhecido nos cega. A partir da persistência e a coragem aparece a angústia onde se permite o início das transformações sem culpa.

Circula na internet um quadrinho, cujo autor eu desconheço, onde aparece um gênio da lâmpada falando com um cachorro deitado de barriga para cima. O gênio informa o cachorro de que este só tem mais um desejo e pergunta se ele quer mesmo mais um carinho na barriga. Muito provavelmente já sabemos a resposta a essa pergunta. O cachorro responderá que sim. Com essa piada, bem bolada, aprendemos sobre a natureza da mente que se não trabalhada quer apenas o imediatismo.

Tal como o cachorro desse quadrinho as crianças e muitos adultos se comportam dessa mesma maneira. Querem ter todos os seus desejos realizados rapidamente e com isso não conseguem “pensar” e assim construir uma vida mais estruturada.

O imediatismo rouba os pensamentos e as reflexões, o mundo e a tecnologia propiciam ainda mais esta prática.

Não sou contra a tecnologia, celulares, carros, eletrodomésticos oferecem praticidades que facilitam as nossas vidas.

A consequência da falta de planejamento de muitos que se utilizam do imediatismo, pode ser característica da fuga e do vício.

É importante refletir como as pessoas pararam de sentir e se tornaram automáticas como os aparelhos.

A reflexão tem a função de estimular o planejamento, ela não é imediata como o princípio do prazer, o princípio da reflexão é a realidade, não que não haja prazer na reflexão, mas é algo refinado, apurado.

Quando refletimos em decisões importantes e o pensar se destaca, a possibilidade de arrependimentos é quase nula.

A partir daí que a entrada na psicoterapia ajuda muito, no “setting” há oportunidade da reflexão, da ressonância, ou seja, além de haver uma escuta psicológica, existe a sua própria escuta e o tratamento não é imediatista, para alguns a duração pode se estender por muitos anos para o conhecimento de si mesmo e, de fato, a começar pensar e sentir.

Muito. A cor da pele em muitos casos é privilégio para diversos cargos, lugares, ocupação, vejam e observem onde estão as pessoas em relação a cor da pele. Em função de diversas pessoas nascerem com esta cor é quase que certo o lugar que ela ocupará, observem nas universidades públicas e algumas privadas se estão presentes? Ou em determinados lugares como escolas em geral? Na política onde estão os negros, observem os vereadores, deputados, senadores, quantos negros estão representando a sociedade brasileira?

Claro, muitos perguntarão, mas isto já não é discriminar em obrigar políticas públicas para a inclusão dos “negros e negras”, pois isto deveria ser por mérito ou muito estudo?

Mas os “negros e negras” não frequentaram até pouco tempo escolas, bibliotecas, cinema, ruas de lazer pois há pouco tempo eram escravos…tratados como mercadorias. Eis um exemplo terrível para a nossa consciência:

Os repugnantes anúncios de escravos em jornais do Século 19

O Brasil foi um dos últimos países a libertar os escravos e só o fez por imposição da Europa, que se recusou a comprar produtos produzidos pela mão escrava.

A Psicologia é social!

“Entre 2012 e 2016, enquanto a população brasileira cresceu 3,4%, chegando a 205,5 milhões, o número dos que se declaravam brancos teve uma redução de 1,8%, totalizando 90,9 milhões. Já o número de pardos autodeclarados cresceu 6,6% e o de pretos, 14,9%, chegando a 95,9 milhões e 16,8 milhões, respectivamente. É o que mostram os dados sobre moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016, divulgados hoje pelo IBGE.” (24/11/2017 https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/18282-pnad-c-moradores.html)

Esses dados mostram que a população parda e preta representa mais de 54%, ou seja, dos 205,5 milhões, 112,7 são classificadas como pardas ou pretas, mas apesar desse número expressivo observamos que não há representatividade desse grupo nos mais diversos setores da sociedade.

Apesar da “controversa política de cotas” ainda não percebemos negros e pardos sendo de fato tratados igualitariamente, observem os lugares que há conglomerados de pessoas como: shoppings, restaurantes, cinemas, etc… quantos negros você vê nesses lugares?

Um episódio bem recente ocorreu em uma das universidades mais conceituada do país, a FGV, onde um estudante “tirou uma foto de outro estudante da mesma instituição e compartilhou em um grupo de WhatsApp com a frase: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”. Ainda hoje, a cor da pele é determinante da posição social e profissional, a discriminação racial ainda persiste e exclui apesar das políticas governamentais de reparação, episódios como o da FGV jogam luz no atraso e na falta de política eficazes para diminuir a desigualdade social, política, econômica e cultural do negro visto como escravo. A sociedade precisa acordar para as suas mazelas e trata-las. Somos todos iguais, o que nos diferencia são as oportunidades.