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Muito. A cor da pele em muitos casos é privilégio para diversos cargos, lugares, ocupação, vejam e observem onde estão as pessoas em relação a cor da pele. Em função de diversas pessoas nascerem com esta cor é quase que certo o lugar que ela ocupará, observem nas universidades públicas e algumas privadas se estão presentes? Ou em determinados lugares como escolas em geral? Na política onde estão os negros, observem os vereadores, deputados, senadores, quantos negros estão representando a sociedade brasileira?

Claro, muitos perguntarão, mas isto já não é discriminar em obrigar políticas públicas para a inclusão dos “negros e negras”, pois isto deveria ser por mérito ou muito estudo?

Mas os “negros e negras” não frequentaram até pouco tempo escolas, bibliotecas, cinema, ruas de lazer pois há pouco tempo eram escravos…tratados como mercadorias. Eis um exemplo terrível para a nossa consciência:

Os repugnantes anúncios de escravos em jornais do Século 19

O Brasil foi um dos últimos países a libertar os escravos e só o fez por imposição da Europa, que se recusou a comprar produtos produzidos pela mão escrava.

A Psicologia é social!

“Entre 2012 e 2016, enquanto a população brasileira cresceu 3,4%, chegando a 205,5 milhões, o número dos que se declaravam brancos teve uma redução de 1,8%, totalizando 90,9 milhões. Já o número de pardos autodeclarados cresceu 6,6% e o de pretos, 14,9%, chegando a 95,9 milhões e 16,8 milhões, respectivamente. É o que mostram os dados sobre moradores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016, divulgados hoje pelo IBGE.” (24/11/2017 https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/18282-pnad-c-moradores.html)

Esses dados mostram que a população parda e preta representa mais de 54%, ou seja, dos 205,5 milhões, 112,7 são classificadas como pardas ou pretas, mas apesar desse número expressivo observamos que não há representatividade desse grupo nos mais diversos setores da sociedade.

Apesar da “controversa política de cotas” ainda não percebemos negros e pardos sendo de fato tratados igualitariamente, observem os lugares que há conglomerados de pessoas como: shoppings, restaurantes, cinemas, etc… quantos negros você vê nesses lugares?

Um episódio bem recente ocorreu em uma das universidades mais conceituada do país, a FGV, onde um estudante “tirou uma foto de outro estudante da mesma instituição e compartilhou em um grupo de WhatsApp com a frase: “Achei esse escravo no fumódromo! Quem for o dono avisa!”. Ainda hoje, a cor da pele é determinante da posição social e profissional, a discriminação racial ainda persiste e exclui apesar das políticas governamentais de reparação, episódios como o da FGV jogam luz no atraso e na falta de política eficazes para diminuir a desigualdade social, política, econômica e cultural do negro visto como escravo. A sociedade precisa acordar para as suas mazelas e trata-las. Somos todos iguais, o que nos diferencia são as oportunidades.