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Circula na internet um quadrinho, cujo autor eu desconheço, onde aparece um gênio da lâmpada falando com um cachorro deitado de barriga para cima. O gênio informa o cachorro de que este só tem mais um desejo e pergunta se ele quer mesmo mais um carinho na barriga. Muito provavelmente já sabemos a resposta a essa pergunta. O cachorro responderá que sim. Com essa piada, bem bolada, aprendemos sobre a natureza da mente que se não trabalhada quer apenas o imediatismo.

Tal como o cachorro desse quadrinho as crianças e muitos adultos se comportam dessa mesma maneira. Querem ter todos os seus desejos realizados rapidamente e com isso não conseguem “pensar” e assim construir uma vida mais estruturada.

O imediatismo rouba os pensamentos e as reflexões, o mundo e a tecnologia propiciam ainda mais esta prática.

Não sou contra a tecnologia, celulares, carros, eletrodomésticos oferecem praticidades que facilitam as nossas vidas.

A consequência da falta de planejamento de muitos que se utilizam do imediatismo, pode ser característica da fuga e do vício.

É importante refletir como as pessoas pararam de sentir e se tornaram automáticas como os aparelhos.

A reflexão tem a função de estimular o planejamento, ela não é imediata como o princípio do prazer, o princípio da reflexão é a realidade, não que não haja prazer na reflexão, mas é algo refinado, apurado.

Quando refletimos em decisões importantes e o pensar se destaca, a possibilidade de arrependimentos é quase nula.

A partir daí que a entrada na psicoterapia ajuda muito, no “setting” há oportunidade da reflexão, da ressonância, ou seja, além de haver uma escuta psicológica, existe a sua própria escuta e o tratamento não é imediatista, para alguns a duração pode se estender por muitos anos para o conhecimento de si mesmo e, de fato, a começar pensar e sentir.