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O sucesso pode lhe proporcionar dinheiro, fama, carro, relacionamentos estáveis ou por interesse, casa, barco e muitas outras coisas materiais, além de uma boa educação, viagens e principalmente a oportunidade de cuidar da saúde física e mental.

Entretanto para conquistar tantos benefícios é esperado que o indivíduo tenha trabalhado muito, teve sorte na vida, soube administrar um dinheiro que ganhou de forma inesperada ou ainda herdado uma fortuna.

O que não se pode esquecer é que não se vive apenas do que conquistamos com o sucesso, nos relacionamos uns com os outros e para manter tais benefícios é necessário cuidar da formação educacional e da saúde mental, senão há uma grande possibilidade de tudo ruir em razão da ansiedade.

Relacionando o sucesso com a ansiedade é possível perceber o limiar entre os dois, para se chegar à um determinado lugar onde viso o conforto por exemplo, há a possibilidade de fracasso, a partir daí o mecanismo de defesa aparece, o medo de perder o que foi alcançado compromete a saúde mental do indivíduo.

A ansiedade é um medo, algo que vem de fora, é como se não fossemos “fortes” o bastante para enfrentar determinada situação. Quando a ansiedade se instala a psicoterapia pode ajudar o indivíduo a aliviar seus medos através da escuta especializada de um profissional.

A convivência gera aprendizado e podemos discutir sobre dois tipos, aquele que, de fato, acontece em termos de conhecimento geral e o outro específico.

O conhecimento geral é apreendido em primeiro lugar na infância e adquirido na família e nos primeiros contatos sociais. A possibilidade desses aprendizados se impregnarem no decorrer da vida é de extrema relevância, um exemplo que sempre ouvimos: “na minha família sempre foi assim”, “puxei à minha mãe”, ” na minha casa todos gritam”.

Já o conhecimento específico se dá através de outros grupos, como o dos amigos feitos na escola, na igreja, no clube, nas redes sociais. Nestes lugares o conhecimento é trocado com outros conteúdos, alguns se distanciam dos primeiros grupos familiares para perceber novos caminhos e transformar muitos conceitos que não servem para um relacionamento interpessoal mais afetuoso e amadurecer.
Os grupos podem nos mostrar algo que melhora ou piora?

O humano possui a característica de conviver com outros, a não ser que adoeceu psicologicamente, ao ponto de não confiar mais no outro e se isolar ou ficar refém de alguém que o escraviza e embotar a sua reflexão.

Quando este sentimento não é tratado através da psicoterapia, a vida se torna sem sentido, o desejo se apaga e a possibilidade de várias doenças psicológicas se instalarem no indivíduo é iminente.

A

é perder as conquistas ou ainda não conquistá-las e culpar aqueles que conquistaram.

Impressionante como uma discussão de um determinado assunto pode terminar em mal-estar, raiva, desentendimento fútil, doenças psicossomáticas e ainda em tragédias.

Nesta semana a “Lei Maria da Penha completou 12 anos” um assunto polêmico, diante desta lei há uma dúvida terrível em uma relação “amorosa” entre uma mulher e um homem, onde as agressões verbais e físicas se tornaram comuns, ao ponto de tais comportamentos patéticos ser algo vicioso. Ora, por quais motivos este relacionamento permanecem?

As agressões físicas e verbais é um comportamento cultural, existem muitos pais que ainda acreditam que uma “palmada” não faz nenhum mal à criança, mas a consequência nas outras relações é a repetição do que passou na infância reproduzindo violência.

MUITOS AFIRMAM, “EU APANHEI E APRENDI SER HOMEM” isto não é regra, normalmente aqueles que sofreram agressões físicas e verbais se tornaram extremamente violentos ou com a autoestima danificada, com a impressão de “não existirem” e com transtornos psicológicos graves.

Infelizmente muitos destes relacionamentos são adictos, segundo o psicanalista Decio Gurfinkel as mulheres que sofrem deste “vício” empenham-se em um policiamento compulsivo de seus maridos, namorados, companheiros, e apresentavam uma tendência a viver voltadas para as necessidades dos outros, alienando-se de si mesmas. (Coleção Clínica Psicanalítica).

A psicoterapia individual é uma grande possibilidade para os sujeitos mergulhados nesta violência aprenderem a cuidar de si mesmo para o resgate da dignidade e iniciar uma nova relação com o mundo.