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Impressionante como uma discussão de um determinado assunto pode terminar em mal-estar, raiva, desentendimento fútil, doenças psicossomáticas e ainda em tragédias.

Nesta semana a “Lei Maria da Penha completou 12 anos” um assunto polêmico, diante desta lei há uma dúvida terrível em uma relação “amorosa” entre uma mulher e um homem, onde as agressões verbais e físicas se tornaram comuns, ao ponto de tais comportamentos patéticos ser algo vicioso. Ora, por quais motivos este relacionamento permanecem?

As agressões físicas e verbais é um comportamento cultural, existem muitos pais que ainda acreditam que uma “palmada” não faz nenhum mal à criança, mas a consequência nas outras relações é a repetição do que passou na infância reproduzindo violência.

MUITOS AFIRMAM, “EU APANHEI E APRENDI SER HOMEM” isto não é regra, normalmente aqueles que sofreram agressões físicas e verbais se tornaram extremamente violentos ou com a autoestima danificada, com a impressão de “não existirem” e com transtornos psicológicos graves.

Infelizmente muitos destes relacionamentos são adictos, segundo o psicanalista Decio Gurfinkel as mulheres que sofrem deste “vício” empenham-se em um policiamento compulsivo de seus maridos, namorados, companheiros, e apresentavam uma tendência a viver voltadas para as necessidades dos outros, alienando-se de si mesmas. (Coleção Clínica Psicanalítica).

A psicoterapia individual é uma grande possibilidade para os sujeitos mergulhados nesta violência aprenderem a cuidar de si mesmo para o resgate da dignidade e iniciar uma nova relação com o mundo.