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É estranho quando a culpa dilacera, como ela consegue mexer com o seu corpo, alguns jogam na cabeça, ficam com uma dor insuportável ao ponto se tornar uma enxaqueca, outros em outras partes do corpo como o estômago criando úlceras e ainda tem indivíduos que ficam com dores na pernas e as paralisam e aqueles que tossem sem parar instalando uma alergia que se alastra pelo corpo.
O nosso corpo não está dividido do nosso cérebro, somos um, portanto quando algo vai mal os nossos sentidos despertam causando transtornos psicológicos que só resolvem através de tratamento.

 

 

Escuto muito no consultório sobre as relações interpessoais, começando pela família, em seguida na escola, faculdade, cursinho e principalmente sobre os casais.

O maior problema é sobre ser agradável continuamente, mas como diz o ditado “ é raro agradar a gregos e troianos”, a partir daí as interrogações aparecem “ o que estou errando”, “ não sei mais o que fazer para agradar” e tantas outras frases que faz os relacionamentos em geral se desgastar e a consequência é o desfalecimento das energias.

A insegurança e o mecanismo de defesa se tornam contínuos nos relacionamentos, onde as reações terminam em conflitos.

Existem fases para o relacionamento melhorar ou piorar, a qual podemos chamar de luto.

A Primeira é o desespero ou desorientação.

A Segunda é a ansiedade.

A terceira é um vazio.

A quarta é a reorganização.

Este luto não é necessariamente a morte de um ente querido, mas a perda de algo muito importante na sua vida, como um emprego, relacionamento, dinheiro e outros.

É extremamente difícil a elaboração sem um profissional da saúde, como o Psicólogo, Psiquiatra, Médico e os outros para a vida retornar o seu sentido.

O que a arte tem a ver com a psicologia? – aliás, para que serve a arte?  Como seria viver em mundo sem cor, música, poesia, fantasia, graça.

É demasiadamente triste haver pessoas que se abstém da arte,  a consequência disso, é um viver provido de pouco sentido, pois não se permitem perceber ou aceitar outras coisas e outra forma de viver a não ser aquela fixada em um moralismo sem tamanho.

É fato que quando um indivíduo vive desta maneira, se torna defensivo, apenas uma ideia fixa o deixa em uma ilusão, pois confiam plenamente em algo que não se revelou, diferente da arte.

A arte tem a função de revelação e reflexão através da pintura, das palavras e do subjetivismo do artista que possui a coragem de se expor e mexer com os semelhantes.

A psicologia e a arte se encontram em função dos sentimentos que dependendo daquilo que se vê ou ouve pode ajudar os indivíduos que estão doentes a encontrar outro modo de ser no mundo.  

Como existir no mundo e não ser julgado?
Nos primórdios do mundo, não existia lei e nem regras para nortear a vida, o que a história mostra é que era cada um por si e isto causou muitos transtornos e dizimou muitos indivíduos.
Atualmente existe uma preocupação mais evidente em relação à saúde mental, pois é a partir dela que as relações melhoram.
Mas para nos relacionarmos há um grande problema, porque na maioria das vezes a aproximação um dos outros proporciona intimidade, que muitas vezes faz diminuir o respeito, os julgamentos aparecem como críticas e junto disto a liberdade emperra criando o medo e o isolamento.
Em razão deste imbróglio a consequência é a morte de grupos, de instituições como um casamento, por exemplo, ou a perda de um emprego ou ainda confusões com um sócio instalando, portanto, a ansiedade que acompanhada de desespero deixa o indivíduo perdido, sem perspectivas e ainda com comportamento explosivo, se defendendo de tudo e de todos. Normalmente se estes indivíduos não recebem apoio familiar, psicológico e compreensão, é fato, que se afundam e adquirem outras doenças psicológicas e psiquiátricas causando ainda mais transtornos para si e para quem está próximo.
A ajuda de um profissional qualificado para escutar o ansioso, ainda é o melhor remédio, pois a partir da fala que se nomeia o que sente, sem o devido cuidado o corpo não suporta e explode.

Confiar o que isto significa? É o mesmo que política?
Hoje em dia as pessoas quando querem algo e buscam evitar conflitos usam do termo “ é melhor fazer política”…
Mas o que é política afinal?
De acordo com o dicionário Houaiss existem diversas definições, no contexto do tema abordado o melhor conceito é “a boa capacidade de relacionar com os outros”.
Esta capacidade de se relacionar com o outro é fundamental para a nossa promoção no mundo, é a partir daí que o indivíduo se estabelece na família, na escola, no trabalho e na sociedade como um todo.
Voltando ao assunto da confiança é padrão aprendermos através de grupos, a maioria dos indivíduos inicia e tem como modelo a família ou igreja, grupos espirituais, comunidade, partidos e outros.
Quando temos pessoas as quais aprendemos a confiar, é natural, que sigamos os seus ensinamentos e ainda compartilhamos aquilo que de algum modo produziu o nosso bem-estar, mas quando estes modelos ou ídolos não cumprem aquilo que dizem, despertam a desconfiança produzindo, portanto, doenças psicológicas. Esses líderes não se importam quando se envolvem em situações que causam danos a vidas, pois pensam que são deuses, inabaláveis. Infelizmente aqueles que usam da fé, da política com mentiras e abusos são pessoas consideradas doentes, do ponto de vista psicológico e psiquiátrico.
Aqueles que se tornaram líderes ou são legitimados, necessitam da ajuda psicológica ou psiquiátrica para aprenderem a lidar com o prestígio, a admiração, a fama.

Psicólogo Geovan Farias de Lira

A reflexão é, qual o sentido da pessoas ficarem preocupadas com que os outros desejam, o bem-estar para alguns é diferente do que para outros..
Vamos para um exemplo, existem pessoas que gostam do frio e outras do calor, e isto pode até gerar uma polêmica, mas não é algo que muda a política, concordam?
Agora tem outros que tem opções, por exemplo sexuais, e não deixam de serem pessoas importantes em diversos grupos.
Por que discutir isto?
Se o rosa ou azul, amarelo, vermelho ou preto são apenas cores.
Penso ser muito mais importante a VIDA- e as pessoas podem SER da maneira que se sentirem mais felizes.

A separação é um dos assuntos mais recorrentes nos consultórios, o início deste assunto é sempre coberto por lágrimas, arrependimentos e fracassos, mas será que os casais querem se separar, de fato, quando procuram ajuda na psicoterapia?
A resposta é subjetiva, pois cada caso é um caso, porém a maioria não quer a separação, principalmente aqueles que convivem por muitos anos.
Para discorrer sobre este assunto com mais profundidade é importante conceituar sobre o que é o casamento.O casamento é uma instituição ou segundo o dicionário “Ato solene de união entre duas pessoas; casório, matrimônio. 2 Cerimônia que celebra vínculo conjugal; matrimônio. 3 União de um casal, legitimada pela autoridade eclesiástica e/ou civil; matrimônio”, informa o Michaelis.
Pensando que o casamento é uma instituição, há variáveis, ou seja, existe a necessidade de criatividade para a manutenção e permanência.
Mas, o casamento não é um fruto de amor entre duas pessoas? Confesso que falar de amor é um pouco mais complicado do que se imagina.
É natural que as pessoas ou pelo menos a maioria quando se apaixonam desejem ficar juntas para compartilhar, mas paixão é uma coisa e amor é outra.
No início a sensação é que tudo é maravilhoso, não há defeitos ou algo semelhante, pois a ideia é que nascemos um para o outro, mas quando se inicia a segunda fase, em que o encantamento diminui e os comportamentos e características pessoais de cada um se revelam, o amor pode ser comprometido.
A psicanálise aborda a ambivalência que de certo modo podemos aplicar no casamento, pois o amor e o ódio se manifestam, principalmente se aquilo que estava impregnado no indivíduo não mudar, isto é, muitos pensam que num casamento apenas um tem o dever de recuar em conflito, ou ainda pensar que se eu sustento a casa, não tenho mais deveres, como cuidar do filho, do cachorro ou ainda limpar a casa.
Quando a instituição não cria há a tendência de falir, o casamento não é muito diferente, quando a indiferença, a gritaria, o autoritarismo tomam conta do relacionamento o suportar esfria e a consequência é a separação.
A separação é algo terrível, pois o indivíduo não quer mais nem ouvir a voz da pessoa que tanto amava, e certamente por ser uma instituição atinge outras pessoas, como familiares, amigos e outras instituições milenares (igreja,comunidade,estado).
Em seguida o divórcio para cada um seguir o seu caminho com liberdade, é outra batalha, pois sempre há a possibilidade de uma das partes não aceitar a realidade.
A separação, o divórcio ou rompimento de laços é muito difícil, a psicoterapia é a principal mediadora para tal ação se concretizar ou não, dependendo da situação há apenas um conflito a ser elaborado para a criatividade se instalar e ajudar os casais na manutenção.

Denise Deschamps, do site Rede Psi

Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançante”* (Nietzsche).

O presente artigo procurará tratar do complexo tema que envolve o que são fantasias em análise ou distorções de material por aquilo que popularmente costuma chamar-se de
“mentira”. Pretende uma breve reflexão acerca do uso que o psicanalista poderá fazer das diferentes dinâmicas presentes no setting frente a esses aspectos.

Sabemos da existência de um quadro, onde se perde totalmente a dimensão do que é real, daquilo que é fantasia, naquele que padece dessa dinâmica, ou mais apropriadamente conceituando diríamos dessa economia, conhecida como mitomania, ou seja, uma compulsão a contar pequenas ou complexas “inverdades”.

O sujeito que dela padece não tem o menor controle sobre seus impulsos, mente sobre questões, muitas vezes, aparentemente, sem nenhuma importância. Move essa compulsão uma grande necessidade de ser admirado apoiada em grave e intenso sentimento inconsciente de menos-valia, onde traços fortemente narcisistas determinarão o impulso para o ato de mentir.

Há também a existência de uma compreensão de que essas supostas “mentiras” guardariam sempre traços associativos acerca de mentiras sexuais a que esse sujeito teria sido submetido em sua infância, de certa maneira apontando para uma dinâmica ligada ao que se conhece em psicanálise como lembrança encobridora( cena primária – ligada à visão da cena sexual de seus pais).

Fato é que em curso de uma análise a questão das fantasias, devaneios, lembranças encobridoras ou mentiras compulsivas, estarão sempre presentes na relação transferencial, e que não há análise sem sua existência em maior ou menor grau, como cadeia associativa, ou ainda, apontando para forte padrão de resistência.

Dentro do curso normal de uma análise o psicanalista deverá estar apto a lidar com suas gradações e variações e possibilitar um padrão de associação que possa trazer a tona seus diferentes usos.

É comum o relato de pacientes, movidos por fortes sentimentos de culpa, dentro do manifesto, dirigido ao fato de ter construído para seus analistas pequenos ou grandes relatos que entendem como mentira.

Pesquisados em suas cadeias associativas apontarão quase sempre para relatos de material fortemente recalcado que guardam traços por deslocamentos com seu representante que permanecerá inconsciente.

A resistência nesse caso se apoiará fortemente em um sentimento superegóico de culpa e vergonha pela “mentira”, assim como a repetição do padrão do medo de ser rejeitado por seu analista, agora na relação transferencial, ocupando o analista, o lugar da mãe abandonadora e não “continente”. Mas, ao alimentar essa evitação, na verdade o analisando alimenta o silêncio da resistência, tão característico, e que serve para ocultar a possível cadeia associativa que poderia ser estabelecida a partir de sua “mentira”.

É importante para o psicanalista, em momentos como esse, trabalhar mais do que nunca com sua contra-transferência bem compreendida, evitando a todo custo seus núcleos de acusações superegóicas.

Não será desse lugar, que poderá cumprir sua função dentro do enquadre. Toda “mentira” é então resistência e como tal oculta, mas também revela, trazê-la para a associação deverá então ser a meta, bem claramente delimitada e buscada.

Poderemos ainda pensar na característica das “verdades” que um paciente traz para a análise, partindo da suposição que são fantasias ou idéias delirantes, exemplo comum na clínica dessa variação, vem a nós pelos parceiros que desconfiam de seus pares.

Como definir o que é delírio de ciúmes, do que está realmente acontecendo e do que se apresenta como algo que é um perigo inconsciente ou ainda uma projeção?

Será que cabe ao psicanalista ocupar esse lugar? Como se atua aí com o teste de realidade, fundamental para que se lide com as duplas mensagens envolvidas quase sempre nessas situações?

Algumas dessas desconfianças nos chegam com o forte sentimento de que são loucura, o que mais tarde, com um ego mais fortalecido, esse sujeito poderá entender como percepção e entendimento. Isso nos leva a situação inversa que analisávamos antes.

Outro exemplo, infelizmente não tão incomum, é o de lidar com sujeitos adotados e que não foram informados sobre isso, que convivem todo tempo com forte sentimento de mentira e engano, tendo na desconfiança seu mote principal que dinamiza seus vínculos.

Aí a verdade está oculta até para ele, o discurso manifesto é a mentira que viveu e vive enquanto realidade com grandes conseqüências para sua estrutura de ego.