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Não suportar a si mesmo de alguma forma está ligado ao suicídio?

Segundo a psicanálise o suicídio é a busca de proteção, principalmente ao retorno dos cuidados antes do nascimento, lá no útero, isto é, voltar aos cuidados maternos (Freud).

A seguir duas formas de mortes, a primeira clínica e a segunda do cuidador:

– Nos atendimentos domiciliares a dor e frustração dos familiares é evidente em relação aos doentes (pessoas), principalmente dos mais próximos que não suportam a transformação daqueles portadores do mal de Alzheimer, e também dos que sofrem com o AVC.

A maioria das pessoas (doentes) visitadas trazem como principal queixa a solidão, isto mesmo, dizem que não suportam o silêncio, pois os mais próximos não dialogam, apenas exigem o retorno daquele que não é mais o mesmo.

A esperança dos familiares em recuperar o paciente é desesperadora, tentam de tudo, como não conseguem o objetivo, inconscientemente partem para a violência.

Como ajudar os familiares e principalmente a pessoa doente? Parece simples a resposta, mas acolher e escutar é o princípio do tratamento.

Neste texto falo de dois assuntos que de alguma forma se encontram, pois se pensarmos naqueles que foram violentados tanto fisicamente, como psicologicamente chegam no extremo de não suportar a dor da rejeição culminando, portanto, o suicídio.

Como me sentir bem?

– Os meus desejos respeitados
– Os meus direitos respeitados
– A minha fala respeitada
– A minha escuta respeitada
– A minha escrita respeitada
– Direitos iguais
– As minhas opções respeitadas

Respeitando assim a maneira de ser de cada um.

“Tornar o simples complicado é fácil. Tornar o complicado simples, isto é criatividade.” (Charles Mingus)

Criatividade é o ato de dar existência a algo novo, único e original. Mais ainda, podemos considerá-la como uma técnica para a resolução de problemas.

Há duas formas básicas de manifestação da criatividade. A primeira delas é a invenção ou inovação, que se caracteriza pela associação de dois ou mais fatores aparentemente díspares que leva a um terceiro fator que tem parte dos anteriores, mas que, em relação a eles, é novo.

A segunda forma é a descoberta, que ocorre quando se percebe algo já existente e se verbaliza esta constatação, seja através de uma definição, uma equação ou fórmula matemática.

A criatividade é uma competência muito valorizada no mundo corporativo porque consiste no melhor instrumento para a quebra de paradigmas. Algumas pessoas têm uma capacidade nata de criar, mas é possível aprender o processo criativo.

Para criar, você deve antes de tudo identificar e definir com clareza o problema que se lhe apresenta. O maior erro das organizações reside em fazer as perguntas erradas.

Após esta fase, você deve coletar o máximo de informações possíveis, seja no ambiente interno, no seio de se sua empresa, seja no externo, no mercado. Na verdade, a maioria das respostas encontra-se da porta para fora de sua corporação, e não o inverso.

Reunidas as informações, passamos a um estágio que denominamos incubação. Trata-se de um momento peculiar no qual você deve procurar abstrair-se do problema, exercendo outras atividades, permitindo que a mente opere com liberdade, associando idéias, permitindo a conjunção da racionalidade das informações, da subjetividade da imaginação e da experiência da memória.

Você saberá quando a fase da incubação estiver concluída quando lhe ocorrer o insight. Estamos falando daquela sensação de iluminação, uma percepção súbita de uma solução. O insight é a resposta que precede a própria pergunta.

A partir deste ponto, basta elaborar a ação e verificar sua exeqüibilidade.

Lembre-se de que o mais importante é você se conscientizar de que existe um criador dentro de você. Por isso, evite os bloqueios mentais que lhe são impostos por terceiros, segundo os quais há sempre uma resposta certa, você deve buscar ser lógico, prático e evitar erros, brincadeiras e ambigüidades.

Caracteriza-se por um estado em que o humor fica deprimido, melancólico, “para baixo”.

O indivíduo sente angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia e, sobretudo, uma tristeza profunda. Às vezes tédio e apatia sem fim. No mundo inteiro, a depressão atinge um número cada vez maior de pessoas, e dentre todos os distúrbios psiquiátricos, ela ocupa o terceiro lugar em prevalência.

O sofrimento que esta doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico, e pior, o tratamento. Isso, porque o portador da depressão, geralmente, não sabe como, onde ou com quem procurar auxílio e, outras vezes, porque durante a doença, o indivíduo não tem energia ou vontade para agir.

Alguns indivíduos não sabem que, com a ajuda de tratamentos adequados, não há a necessidade de suportar tamanha dor em silêncio. O importante é saber que existe tratamento e não há necessidade das pessoas ficarem tolerando tanto sofrimento.

COMO RECONHECER A DEPRESSÃO

Em geral, a pessoa com depressão percebe não estar bem, mas não aceita o diagnóstico. Ela pode apresentar alguns destes sintomas:

• Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade.
• Desânimo, cansaço mental, dificuldade de concentração, esquecimento;
• Incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades que antes da depressão eram agradáveis;
• Tendência ao isolamento tanto social como familiar;
• Apatia, desinteresse, falta de motivação;
• Falta de vontade, indecisão;
• Sentimentos de medo, insegurança, desespero, vazio;
• Pessimismo, ideias de culpa, baixa autoestima, falta de sentido na vida, inutilidade, fracasso;
• Ideias de morte e até suicídio;
• Dores e outros sintomas físicos geralmente não justificados por outros problemas médicos, tais como, cefaleias, sintomas gastrintestinais, dores pelo corpo, pressão no peito;
• Alterações do apetite;
• Redução da libido, insônia ou aumento do sono.

COMO DIFERENCIAR A TRISTEZA NORMAL DA DEPRESSÃO?

A pessoa deprimida percebe que seus sentimentos diferem de uma tristeza anteriormente sentida. Na depressão grave, ela se isola, perde o interesse por tudo. Algumas pessoas procuram ocupar-se ao máximo para distrair-se e afastar o mal-estar sentido. Podem ficar mal-humorados, sempre insatisfeitos com tudo. Lutam contra a depressão sem saber que sofrem dessa doença. Essa luta lhes rouba a pouca energia que lhes sobra. Com isso, ficam piores, mais irritados e impacientes.

RISCOS E CONSEQUÊNCIAS DA DEPRESSÃO.

Podem ser apontados alguns mais importantes:

• Perda do emprego;
• Problemas no relacionamento conjugal e familiar;
• Risco de adquirir doenças cardíacas;
• Suicídio.

FORMAS DE TRATAMENTO:

O tratamento mais indicado atualmente para a depressão é uma combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia, realizada por psicólogos e psiquiatras.

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO TRATAMENTO

Na verdade, a família é atingida como um todo quando um de seus membros apresenta depressão. E não é raro que surjam dificuldades entre a pessoa deprimida e o seu cônjuge, seus filhos e seus próprios pais.

O surgimento de pensamentos negativos, a tristeza e a falta de esperança podem, inclusive, retardar o tratamento. Nesse sentido, a família pode incentivar a pessoa, acompanhá-la nas consultas e conscientizá-la de que os resultados podem demorar algum tempo, mas que serão positivos.

A família deve saber que a depressão não surge por culpa da pessoa e que observar os sintomas, discutir as emoções e as dificuldades do deprimido pode ajudar muito no tratamento. A evolução e a recuperação do indivíduo deprimido dependem muito do apoio e compreensão de seus familiares.

FONTE: Este texto foi produzido pelos portadores de depressão que frequentam a ABRATA sob a supervisão do conselho científico

Como definir depressão? Uma doença que aflige milhões de pessoas. Como tratar de algo tão estarrecedor não só para o portador, mas também pelo os que estão ao redor? Sempre digo aos pacientes, que a depressão é como um carro desgovernado em um abismo sem fim. O médico Drauzio Varella define: Depressão é a tristeza quando não acaba mais. É uma doença que ataca tão subrepticiamente, que a maioria dos que sofrem dela nem percebem que estão doentes. De cada dez pessoas que procuram o médico, pelo menos uma preenche os requisitos para o diagnóstico de depressão.

Sintomas de Depressão

São sintomas de depressão:

– Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia
– Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas
– Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis
– Desinteresse, falta de motivação e apatia
– Falta de vontade e indecisão
– Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio
– Pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína, fracasso, doença ou morte.
– A pessoa pode desejar morrer, planejar uma forma de morrer ou tentar suicídio
– Interpretação distorcida e negativa da realidade: tudo é visto sob a ótica depressiva, um tom “cinzento” para si, os outros e o seu mundo
– Dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento
– Diminuição do desempenho sexual (pode até manter atividade sexual, mas sem a conotação prazerosa habitual) e da libido
– Perda ou aumento do apetite e do peso
Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou, menos frequentemente, aumento do sono (dorme demais e mesmo assim fica com sono a maior parte do tempo)
– Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

Tratamento

O tratamento da depressão é essencialmente medicamentoso. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis. Ao contrário do que alguns temem, essas medicações não são como drogas, que deixam a pessoa eufórica e provocam vício. A terapia é simples e, de modo geral, não incapacita ou entorpece o paciente.

A PSICOTERAPIA é essencial para a reestruturação psicológica do indivíduo

Um movimento de abatimento profundo, onde tudo parece obscuro, sem sentido. Um quadro depressivo crônico, a melancolia está relacionada a um quadro psicótico, pois o melancólico rompeu com o mundo.

Freud denominou como uma das fases da psicose maníaco-depressiva.

Na psicopatologia a melancolia pode ser conceituada como inércia, sem iniciativa.

A ética psicanalítica tem como princípio estimular o indivíduo através do luto a reinvenção,

com a liberdade das palavras.

A característica do melancólico é a autocrítica, sempre reclamando, se denegrindo, se achando sempre o pior de todos.

Qual a diferença entre ser abusado e sofrer bullying?

​São acontecimentos que causam marcas difíceis de apagar, atingem não só as crianças e os adolescentes, mas a sociedade representada pela família, escola e Estado.

Aqueles que sofrem abuso sexual podem apresentar comportamento submisso ou violento.

O bullying tem como característica intimidar a outra criança colocando apelidos que a humilha, tem como objetivo afastar a outra criança e não a socializar.

As duas atitudes deixam traumas que muitas vezes impedem o crescimento saudável do sujeito.

Em 04/07/2016, o Jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria sobre um garoto de 9 anos que sofreu abuso por outras crianças e adolescentes, o problema é que nem a sociedade e nem a escola sabem lidar com estes problemas.

Nesses casos, é necessário o acompanhamento de um profissional da psicologia para a escuta individual e familiar para o alívio do sofrimento na alma e consequentemente da baixa autoestima.