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A reflexão é, qual o sentido da pessoas ficarem preocupadas com que os outros desejam, o bem-estar para alguns é diferente do que para outros..
Vamos para um exemplo, existem pessoas que gostam do frio e outras do calor, e isto pode até gerar uma polêmica, mas não é algo que muda a política, concordam?
Agora tem outros que tem opções, por exemplo sexuais, e não deixam de serem pessoas importantes em diversos grupos.
Por que discutir isto?
Se o rosa ou azul, amarelo, vermelho ou preto são apenas cores.
Penso ser muito mais importante a VIDA- e as pessoas podem SER da maneira que se sentirem mais felizes.

A separação é um dos assuntos mais recorrentes nos consultórios, o início deste assunto é sempre coberto por lágrimas, arrependimentos e fracassos, mas será que os casais querem se separar, de fato, quando procuram ajuda na psicoterapia?
A resposta é subjetiva, pois cada caso é um caso, porém a maioria não quer a separação, principalmente aqueles que convivem por muitos anos.
Para discorrer sobre este assunto com mais profundidade é importante conceituar sobre o que é o casamento.O casamento é uma instituição ou segundo o dicionário “Ato solene de união entre duas pessoas; casório, matrimônio. 2 Cerimônia que celebra vínculo conjugal; matrimônio. 3 União de um casal, legitimada pela autoridade eclesiástica e/ou civil; matrimônio”, informa o Michaelis.
Pensando que o casamento é uma instituição, há variáveis, ou seja, existe a necessidade de criatividade para a manutenção e permanência.
Mas, o casamento não é um fruto de amor entre duas pessoas? Confesso que falar de amor é um pouco mais complicado do que se imagina.
É natural que as pessoas ou pelo menos a maioria quando se apaixonam desejem ficar juntas para compartilhar, mas paixão é uma coisa e amor é outra.
No início a sensação é que tudo é maravilhoso, não há defeitos ou algo semelhante, pois a ideia é que nascemos um para o outro, mas quando se inicia a segunda fase, em que o encantamento diminui e os comportamentos e características pessoais de cada um se revelam, o amor pode ser comprometido.
A psicanálise aborda a ambivalência que de certo modo podemos aplicar no casamento, pois o amor e o ódio se manifestam, principalmente se aquilo que estava impregnado no indivíduo não mudar, isto é, muitos pensam que num casamento apenas um tem o dever de recuar em conflito, ou ainda pensar que se eu sustento a casa, não tenho mais deveres, como cuidar do filho, do cachorro ou ainda limpar a casa.
Quando a instituição não cria há a tendência de falir, o casamento não é muito diferente, quando a indiferença, a gritaria, o autoritarismo tomam conta do relacionamento o suportar esfria e a consequência é a separação.
A separação é algo terrível, pois o indivíduo não quer mais nem ouvir a voz da pessoa que tanto amava, e certamente por ser uma instituição atinge outras pessoas, como familiares, amigos e outras instituições milenares (igreja,comunidade,estado).
Em seguida o divórcio para cada um seguir o seu caminho com liberdade, é outra batalha, pois sempre há a possibilidade de uma das partes não aceitar a realidade.
A separação, o divórcio ou rompimento de laços é muito difícil, a psicoterapia é a principal mediadora para tal ação se concretizar ou não, dependendo da situação há apenas um conflito a ser elaborado para a criatividade se instalar e ajudar os casais na manutenção.

Denise Deschamps, do site Rede Psi

Eu vos digo: é preciso ter ainda caos dentro de si, para poder dar à luz uma estrela dançante”* (Nietzsche).

O presente artigo procurará tratar do complexo tema que envolve o que são fantasias em análise ou distorções de material por aquilo que popularmente costuma chamar-se de
“mentira”. Pretende uma breve reflexão acerca do uso que o psicanalista poderá fazer das diferentes dinâmicas presentes no setting frente a esses aspectos.

Sabemos da existência de um quadro, onde se perde totalmente a dimensão do que é real, daquilo que é fantasia, naquele que padece dessa dinâmica, ou mais apropriadamente conceituando diríamos dessa economia, conhecida como mitomania, ou seja, uma compulsão a contar pequenas ou complexas “inverdades”.

O sujeito que dela padece não tem o menor controle sobre seus impulsos, mente sobre questões, muitas vezes, aparentemente, sem nenhuma importância. Move essa compulsão uma grande necessidade de ser admirado apoiada em grave e intenso sentimento inconsciente de menos-valia, onde traços fortemente narcisistas determinarão o impulso para o ato de mentir.

Há também a existência de uma compreensão de que essas supostas “mentiras” guardariam sempre traços associativos acerca de mentiras sexuais a que esse sujeito teria sido submetido em sua infância, de certa maneira apontando para uma dinâmica ligada ao que se conhece em psicanálise como lembrança encobridora( cena primária – ligada à visão da cena sexual de seus pais).

Fato é que em curso de uma análise a questão das fantasias, devaneios, lembranças encobridoras ou mentiras compulsivas, estarão sempre presentes na relação transferencial, e que não há análise sem sua existência em maior ou menor grau, como cadeia associativa, ou ainda, apontando para forte padrão de resistência.

Dentro do curso normal de uma análise o psicanalista deverá estar apto a lidar com suas gradações e variações e possibilitar um padrão de associação que possa trazer a tona seus diferentes usos.

É comum o relato de pacientes, movidos por fortes sentimentos de culpa, dentro do manifesto, dirigido ao fato de ter construído para seus analistas pequenos ou grandes relatos que entendem como mentira.

Pesquisados em suas cadeias associativas apontarão quase sempre para relatos de material fortemente recalcado que guardam traços por deslocamentos com seu representante que permanecerá inconsciente.

A resistência nesse caso se apoiará fortemente em um sentimento superegóico de culpa e vergonha pela “mentira”, assim como a repetição do padrão do medo de ser rejeitado por seu analista, agora na relação transferencial, ocupando o analista, o lugar da mãe abandonadora e não “continente”. Mas, ao alimentar essa evitação, na verdade o analisando alimenta o silêncio da resistência, tão característico, e que serve para ocultar a possível cadeia associativa que poderia ser estabelecida a partir de sua “mentira”.

É importante para o psicanalista, em momentos como esse, trabalhar mais do que nunca com sua contra-transferência bem compreendida, evitando a todo custo seus núcleos de acusações superegóicas.

Não será desse lugar, que poderá cumprir sua função dentro do enquadre. Toda “mentira” é então resistência e como tal oculta, mas também revela, trazê-la para a associação deverá então ser a meta, bem claramente delimitada e buscada.

Poderemos ainda pensar na característica das “verdades” que um paciente traz para a análise, partindo da suposição que são fantasias ou idéias delirantes, exemplo comum na clínica dessa variação, vem a nós pelos parceiros que desconfiam de seus pares.

Como definir o que é delírio de ciúmes, do que está realmente acontecendo e do que se apresenta como algo que é um perigo inconsciente ou ainda uma projeção?

Será que cabe ao psicanalista ocupar esse lugar? Como se atua aí com o teste de realidade, fundamental para que se lide com as duplas mensagens envolvidas quase sempre nessas situações?

Algumas dessas desconfianças nos chegam com o forte sentimento de que são loucura, o que mais tarde, com um ego mais fortalecido, esse sujeito poderá entender como percepção e entendimento. Isso nos leva a situação inversa que analisávamos antes.

Outro exemplo, infelizmente não tão incomum, é o de lidar com sujeitos adotados e que não foram informados sobre isso, que convivem todo tempo com forte sentimento de mentira e engano, tendo na desconfiança seu mote principal que dinamiza seus vínculos.

Aí a verdade está oculta até para ele, o discurso manifesto é a mentira que viveu e vive enquanto realidade com grandes conseqüências para sua estrutura de ego.

A separação é um dos assuntos mais recorrentes nos consultórios, o início deste assunto é sempre coberto por lágrimas, arrependimentos e fracassos, mas será que os casais querem se separar, de fato, quando procuram ajuda na psicoterapia? 

A resposta é subjetiva, pois cada caso é um caso, porém a maioria não quer a separação, principalmente aqueles que convivem por muitos anos.

Para discorrer sobre este assunto com mais profundidade é importante conceituar sobre o que é o casamento.O casamento é uma instituição ou segundo o dicionário “Ato solene de união entre duas pessoas; casório, matrimônio. 2 Cerimônia que celebra vínculo conjugal; matrimônio. 3 União de um casal, legitimada pela autoridade eclesiástica e/ou civil; matrimônio”, informa o Michaelis.

Pensando que o casamento é uma instituição, há variáveis, ou seja, existe a necessidade de criatividade para a manutenção e permanência.

Mas, o casamento não é um fruto de amor entre duas pessoas? Confesso que falar de amor é um pouco mais complicado do que se imagina.

É natural que as pessoas ou pelo menos a maioria quando se apaixonam desejem ficar juntas para compartilhar, mas paixão é uma coisa e amor é outra.

No início a sensação é que tudo é maravilhoso, não há defeitos ou algo semelhante, pois a ideia é que nascemos um para o outro, mas quando se inicia a segunda fase, em que o encantamento diminui e os comportamentos e características pessoais de cada um se revelam, o amor pode ser comprometido.

A psicanálise aborda a ambivalência que de certo modo podemos aplicar no casamento, pois o amor e o ódio se manifestam, principalmente se aquilo que estava impregnado no indivíduo não mudar, isto é, muitos pensam que num casamento apenas um tem o dever de recuar em conflito, ou ainda pensar que se eu sustento a casa, não tenho mais deveres, como cuidar do filho, do cachorro ou ainda limpar a casa.

Quando a instituição não cria há a tendência de falir, o casamento não é muito diferente, quando a indiferença, a gritaria, o autoritarismo tomam conta do relacionamento o suportar esfria e a consequência é a separação.

A separação é algo terrível, pois o indivíduo não quer mais nem ouvir a voz da pessoa que tanto amava, e certamente por ser uma instituição atinge outras pessoas, como familiares, amigos e outras instituições milenares (igreja,comunidade,estado).

Em seguida o divórcio para cada um seguir o seu caminho com liberdade, é outra batalha, pois sempre há a possibilidade de uma das partes não aceitar a realidade.

A separação, o divórcio ou rompimento de laços é muito difícil, a psicoterapia é a principal mediadora para tal ação se concretizar ou não, dependendo da situação há apenas um conflito a ser elaborado para a criatividade se instalar e ajudar os casais na manutenção.

Como compreender o outro?

Vamos pensar nos relacionamentos pessoais e interpessoais, no início, a impressão é que  todos nasceram um para o outro, riem de qualquer coisa, se é uma festa todos se consideram mais que amigos, a consequência é a intimidade e a paixão, isto acontece em todas as faixas etárias. Dividindo por fases, na infância quase tudo é permitido, pois é o momento de experiências supervisionadas pelos pais, professores e outros; na adolescência há a ideia da liberdade e do medo a ser enfrentado, é a fase dos desafios;  e por fim a fase adulta, que para alguns demora a acontecer e para outros não, isto acontece em função dos vínculos, existem alguns indivíduos que corporalmente viveram as fases da infância e da adolescência, mas mentalmente e psicologicamente não, ficaram estagnados nas regras dos pais ou dos líderes, não experimentando, de fato, momentos felizes ou de angústias.

A maturidade é um processo que ocorre de formas e tempos diferentes para cada indivíduo, pois depende das suas experiências pessoais. Infelizmente as repressões robotizam os indivíduos surgindo portanto diversas doenças psicológicas. O maior transtorno é quando pensam poder resolver seus problemas psicológicos, sem a devida supervisão dos profissionais da saúde, através de improvisos, automedicação e inclusive compartilhando suas receitas para a cura.

Assim, para compreender o outro, é necessário a compreensão de si mesmo, o autoconhecimento é que nos mostra que aquilo que está no outro e que mais nos incomoda é algo que está em nós, o que a psicologia denomina projeção.